21/03/2013

Amor Fati

" Para o ano novo. - Vivo ainda, penso ainda, ainda é preciso que eu viva, pois é ainda preciso que eu pense. Sum, ergo cogito: cogito, ergo sum. Hoje, concedo a todos exprimir seu desejo e seu pensamento mais caros;e também direi este ano, foi minha primeira intenção - qual o pensamento que deveria ser doravante pra mim a razão, a garantia e a doçura de viver! Desejo aprender sempre como beleza o que há de necessidade nas coisas; assim, seria um daqueles que tornam belas as coisas. Amor fati: que isso seja doravante meu amor. Não desejo entrar em guerra contra a feiúra. Não desejo acusar, tampouco acusar os acusadores. Desviar os olhos, que essa seja minha única negação! E, em resumo, desejo, qualquer que seja a circunstância, ser tão somente um afirmador! "
Nietzsche, A Gaia Ciência. Pág. 179. Livro quatro.

Não acredito que eu seja o suficiente para entender e compreender bem as ideias de Nietzsche, mas sempre que o leio, algo me preenche. Podem me faltar o amor, a dor, a cor nas coisas; então o leio, e me sinto um pouco dentro de algo. Ou algo dentro de mim.

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