26/03/2013
Não quero ter o mesmo fim dos românticos que me precederam. Que ao contrário do que contam, não foi de tuberculose que morreram. E sim de desespero. Conto as crises de loucura que me assolam. E a cada número morro um pouco. Sou posto em choro ainda que rouco. Não sou um poeta do meu tempo. Meus medos não são meus contemporâneos. Anseio pelo futuro mas não me esqueço dos alicerces, muitas vezes vermelhos dessa nação que diz caminhar pra frente.
24/03/2013
Diário da procrastinadora.
Notei que estou num clima romântico sem motivo aparente. Deve ser o tédio. Não caço um romance porque dá trabalho. Mas até quando esse jeito genérico de escapar vai ser suficiente? Nem romance tem meu romantismo. Acho que estou precisando de conflitos. Vou precisar disso e alguns carinhos embutidos, pra amenizar a agitação. Terei duas coisas a focar.
Mas pelo menos,
o tédio passa.
Mas pelo menos,
o tédio passa.
21/03/2013
Amor Fati
" Para o ano novo. - Vivo ainda, penso ainda, ainda é preciso que eu viva, pois é ainda preciso que eu pense. Sum, ergo cogito: cogito, ergo sum. Hoje, concedo a todos exprimir seu desejo e seu pensamento mais caros;e também direi este ano, foi minha primeira intenção - qual o pensamento que deveria ser doravante pra mim a razão, a garantia e a doçura de viver! Desejo aprender sempre como beleza o que há de necessidade nas coisas; assim, seria um daqueles que tornam belas as coisas. Amor fati: que isso seja doravante meu amor. Não desejo entrar em guerra contra a feiúra. Não desejo acusar, tampouco acusar os acusadores. Desviar os olhos, que essa seja minha única negação! E, em resumo, desejo, qualquer que seja a circunstância, ser tão somente um afirmador! "
Nietzsche, A Gaia Ciência. Pág. 179. Livro quatro.
Não acredito que eu seja o suficiente para entender e compreender bem as ideias de Nietzsche, mas sempre que o leio, algo me preenche. Podem me faltar o amor, a dor, a cor nas coisas; então o leio, e me sinto um pouco dentro de algo. Ou algo dentro de mim.
Nietzsche, A Gaia Ciência. Pág. 179. Livro quatro.
Não acredito que eu seja o suficiente para entender e compreender bem as ideias de Nietzsche, mas sempre que o leio, algo me preenche. Podem me faltar o amor, a dor, a cor nas coisas; então o leio, e me sinto um pouco dentro de algo. Ou algo dentro de mim.
03/03/2013
Por tempos tive algo pelo que escrever,
um motivo não dos melhores. E numa tarde quente, ele se foi. Deixando um buraco de dar inveja em qualquer um. Mas um buraco fácil de ser preenchido. Fiz o melhor pra mim, preenchi-o com uma folha em branco.
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