Hoje perguntei minha mãe se ela me amava, logicamente ela respondeu que sim, então eu perguntei o por que, e ela disse que não tem por que, que simplesmente não tem por que. Honestamente, essa não era a resposta que eu queria. Ando me achando meio inútil, sem motivo pra viver, um peso morto (ou pior, "vivo"), sinto que ninguém sente minha falta e que não acrescento nada à vida das pessoas, nem à minha. E isso é com certeza um pensamento suicida. Então, eu paro pra pensar se minha mãe, ao menos, sentiria minha falta, e percebo que ela só me ama por que eu existo, não acrescento nada à vida dela, o que não ajuda em muita coisa.
Hoje, uma pessoa que eu machuquei, ao me ver meio deprimida, me disse que mesmo o mundo estando ruim ela tenta estar sempre bem, disse que não tem motivo pra ficar mal, e que devemos tentar melhorar o mundo para a próxima geração, nossos filhos e netos. Bem, ela está bem certa em tudo que disse, mas não é o mundo que me deixa deprimida, é o quão fútil eu estou sendo pra ele e pra mim. É lógico que tem coisas erradas com o mundo, ou com as pessoas, como quiser, eu tenho certeza que tem sim... mas não é isso que me deixa mal, e sim a minha incapacidade de ajudar em algo ou pelo menos fazer falta pra alguém. Se paro pra pensar, é bem mais fácil morrer e acabar com todas as decepções ou quaisquer chances de arrependimentos. Melhorar é bem mais difícil no fim das contas. Preguiça é pecado segundo a igreja cristã, mas eu não acredito em Deus, talvez me fizesse bem acreditar. Tenho quase certeza que sim.
Conclusão!? Nenhuma exatamente... Talvez uma: Ficar viva.e melhorar.